O prefeito de Umuarama, Celso Pozzobom, concedeu entrevista coletiva no final da tarde desta quarta-feira (5) para falar sobre a Operação Metástase, desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Cascavel na cidade.

Pozzobom afirmou que vê com naturalidade a apuração. “Se há indícios de que há ilegalidades na gestão do Fundo Municipal de Saúde, é preciso que haja uma apuração. E nós vamos acompanhar tudo e fornecedor todos os dados necessários para que se encontrem os culpados, se houver”.

Sobre a secretária municipal de Saúde, Cecília Cividini, o prefeito afirmou que ela foi afastada da função e que “alguns nomes estão sendo estudados” para sua substituição.

Pozzobom afirmou também que não tinha conhecimento algum sobre quaisquer possíveis irregularidades na gestão do Fundo Municipal de Saúde. “Sei de minhas responsabilidades como Chefe do Executivo e se eu cometi algum erro em indicações, nós vamos corrigir, afastando, suspendendo e substituindo [possíveis culpados], conforme determinar o Ministério Público”.

Como as investigações fazem parte de operação pela Subprocuradoria de Justiça de Curitiba e do Gepatria (Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa), o prefeito assegurou que não poderia dar mais informações.

AS INVESTIGAÇÕES

Até às 19h30 desta quarta-feira (5) o Ministério Público não havia divulgado nota oficial sobre a Operação Metástase, porém, em breve entrevista, houve a informação de que existe “uma organização criminosa responsável pelo desvio de ao menos R$ 19 milhões”, em Umuarama.

Além dos mandados de prisão cumpridos – foram seis em Umuarama e um em Brasília –, há outros 62 de busca e apreensão. Os crimes citados são vários: peculato, falsidade ideológica, fraudes em licitações, contratações indiretas, corrupção ativa e passiva, emissão de notas frias e várias modalidades de fraudes fiscais.

Parte dos recursos repassados para o Fundo Municipal de Saúde teriam sido repassados a entidades beneficentes que prestam serviços de saúde para o município. Dentre os serviços estão justamente o atendimento às pessoas contaminadas pelo coronavírus.

As investigações levaram até à informação que um dos acusados teria inclusive comprado equipamentos náuticos e construído uma casa de veraneio em Porto Rico, balneário que fica a pouco mais de 140km de Umuarama.

OS PRESOS

Oficialmente nenhuma das partes envolvidas na Operação Metástase informou a lista das prisões realizadas ao longo do dia na cidade. Apenas houve a informação de que se tratam de uma servidora municipal ligada à Secretaria de Saúde, um contador (sem vínculo à administração pública), uma empresária do ramo de prestação de serviços farmacêuticos e hospitalares, uma médica, um médico (diretor de um hospital local) e um servidor municipal do setor de assuntos interinstitucionais, além de um assessor parlamentar, este preso em Brasília. Todos os detidos foram conduzidos à Delegacia de Umuarama.

FURA-FILA

De acordo com o Ministério Público do Paraná, as investigações dirigidas à 12ª Regional de Saúde em Umuarama são exclusivamente para apurar casos de pessoas que furaram a fila da vacinação contra a covid-19. São ao menos 10 casos de “autoridades municipais” que teriam sido imunizadas sem estarem na ordem de prioridade da imunização.

Mais informações em breve.

Compartilhe: