Classificando a situação da pandemia de coronavírus na região de Umuarama como “desesperadora”, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reuniu-se virtualmente com prefeitos da Amerios na tarde desta segunda-feira (31) para apresentar números oficiais e propor ações para conter o avanço da doença no Estado.

O principal apelo do secretário foi para que os prefeitos “apertem o cerco na fiscalização de aglomerações”, colocando a Vigilância em Saúde nas ruas, como forma de, pelo menos, conscientizar e coibir festas e reuniões desnecessárias. “Vocês [prefeitos e secretários de saúde] devem estudar a possibilidade de fechar ‘o que der’ no sábado e no domingo, pelo menos”.

Segundo o secretário, “o Estado não tem capacidade de abrir mais leitos [de UTIs], porque não temos profissionais disponíveis neste momento”, acrescentando também que “não adianta haver prédios vazios, porque faltam equipamentos, medicamentos e os profissionais de saúde estão além de seus limites”.

Ao mesmo tempo, Beto Preto afirmou que o Estado vai editar novo decreto liberando mais verbas – e dando condições de contratações de novos leitos.

TESTES RÁPIDOS

Uma das formas de conter o avanço da covid-19 seria, de acordo com o médico Vinícius Filipak, diretor de Gestão em Saúde da Sesa, que também participou da reunião, aumentar o número de testagem tanto de pessoas com suspeita da doença quanto de seus familiares. “A resposta, se positiva, é uma forma de isolar esse paciente, seus familiares e pessoas próximas, evitando que este contamine outras pessoas”, analisou.

Ele também fez um apelo “a empresários” para que comprem kits de testagem rápida e disponibilizem a seus funcionários.

NOVO ENCONTRO

O secretário de Saúde deve vir a Umuarama entre amanhã (1/06) e quinta-feira (3) para nova reunião com os prefeitos, por sugestão de Celso Pozzobom, prefeito de Umuarama.

Pozzobom também indagou a Beto Preto sobre a possibilidade da indicação de hidroxicloroquina no tratamento da população e ouviu dele que “a indicação de quaisquer medicamentos, mesmo os que não têm comprovação de eficácia [como a cloroquina] não está proibida. Basta que o médico ‘bata o carimbo’ e se responsabilize”, afirmou.

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