Prefeitura e Polícia Militar intensificam
programa "Rua Não é Lar"
A prefeitura de Governador Valadares realizou, nesta quarta-feira (30), mais uma etapa do programa "Rua Não é Lar", fruto de uma ação integrada entre a Prefeitura Municipal e a Polícia Militar de Minas
Gerais (PMMG). A principal novidade da operação é a implementação de Bases Comunitárias Móveis da PM em áreas consideradas vulneráveis, com o objetivo de reforçar a segurança ostensiva, prevenir práticas criminosas e apoiar o acolhimento de pessoas em situação de rua.
A intervenção teve início nas imediações da clínica Bom Samaritano, localizada na rua Vereador Euzebinho Cabral, no Centro. O local passou por interdição temporária para serviços de limpeza geral e fiscalização de posturas municipais. Simultaneamente, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) atuaram na abordagem e no encaminhamento da população em situação de vulnerabilidade para os serviços da rede socioassistencial do município.
De acordo com a administração municipal, a iniciativa busca equilibrar ações de assistência social e de segurança pública. O prefeito Coronel Sandro pontuou que a operação conjuga esforços de diferentes setores — como saúde, limpeza urbana e assistência social — para atender o público vulnerável e, ao mesmo tempo, coibir irregularidades. Segundo o chefe do Executivo municipal, há relatos de que foragidos da Justiça estariam se abrigando entre as pessoas em situação de rua, justificando a instalação das bases móveis, que deverão alternar de endereço conforme a demanda estratégica.
Do ponto de vista da segurança pública, o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar,
Tenente-Coronel Frederico Coelho, detalhou que as bases móveis funcionam como pontos de atendimento direto à população para o registro de ocorrências policiais de natureza preventiva e repressiva. O comandante também destacou o uso tecnológico na operação, mencionando a integração com mais de 40 câmeras de reconhecimento facial no município, ferramenta que recentemente auxiliou na localização e prisão de alvos com mandados em aberto. A meta institucional declarada é mitigar problemas de segurança na região central e desestimular a estigmatização da área.
A força-tarefa envolveu diferentes órgãos da administração pública, incluindo os departamentos de Limpeza Urbana, Trânsito e Fiscalização de Posturas, além dos órgãos de assistência social e de segurança pública.