Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, neste domingo, 4 de outubro de 2026, com 55,09% dos votos. Até as 20h15, a apuração registrava 5.347.531 votos para o candidato, que venceu Patrus Ananias (PT) por uma diferença de 2,8 milhões de votos. A posse está prevista para janeiro de 2027.
Cleitinho manteve o favoritismo apontado pelas pesquisas desde a pré-campanha. Teve uma campanha tranquila, participou de apenas dois debates e passou praticamente ileso das críticas dos adversários. O próprio candidato tratava a vitória no primeiro turno como uma possibilidade concreta desde meados de setembro.
A vitória marca o quarto cargo público ocupado por Cleitinho: vereador de Divinópolis, em 2016; deputado estadual, em 2018; senador, em 2022; e governador de Minas Gerais, em 2026. O político tem mais de 4,5 milhões de seguidores em uma rede social.
Com a eleição para o governo de Minas, seu mandato de senador, que iria até 2030, será ocupado por Alex Coelho Diniz (PL). Cleitinho votou em Divinópolis durante a eleição. A sede do governo estadual fica no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte.
O novo governador assume o estado diante de desafios fiscais e administrativos. Cleitinho ainda não ocupou um cargo no Executivo, e o déficit previsto para 2027 é de R$ 7,67 bilhões, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sancionada em agosto. A dívida total de Minas Gerais é estimada em R$ 208,87 bilhões, sendo mais de R$ 187 bilhões em débitos com a União, no âmbito do Propag.
A proposta de reduzir pela metade a alíquota do IPVA enfrentou resistência de prefeitos, enquanto o imposto representa uma importante fonte de recursos para os municípios e para o Fundeb. Servidores da segurança pública cobram recomposição salarial superior a 50%. Cálculos do Sindpúblicos-MG indicam que parte do funcionalismo ficou sem recomposição entre 2013 e 2021, e que mais de 25 mil servidores recebem menos de um salário mínimo.
A situação fiscal de Minas Gerais será um dos principais desafios da nova gestão. Ao mesmo tempo, as demandas por recomposição salarial e as pressões de diferentes categorias do funcionalismo devem colocar o novo governo diante de decisões difíceis já no início do mandato.