Novembro marca o início do período chuvoso na Bacia do Rio Doce, que se estende de outubro a março. Para este mês, a previsão é de volumes de chuva que podem variar entre 130 milímetros (mm) e 230 mm, dependendo da região. As temperaturas médias devem oscilar entre 20°C e 30°C nos municípios que integram a bacia hidrográfica.
Os dados são baseados em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com interpretação do professor doutor Fulvio Cupolillo e da professora doutora Daniela Cunha, do IFMG Campus Governador Valadares.
Governador Valadares, Galiléia, Resplendor e Aimorés estão entre os municípios com menor volume de chuva esperado, com acumulados entre 130 mm e 160 mm ao longo do mês.
Em regiões como Santa Maria do Suaçuí, Serro, Belo Oriente, Ipatinga, Caratinga, Manhuaçu, Ponte Nova, Viçosa, Mariana, Ouro Preto, Rio Esperança e Alto Rio Doce, os volumes previstos variam de 160 mm a 200 mm.
Em Conceição do Mato Dentro e Itabira, a previsão indica os maiores acumulados, entre 200 mm e 230 mm. No Parque Estadual do Rio Doce (PERD), a expectativa é de volumes entre 160 mm e 200 mm.
As temperaturas máximas podem chegar a 31,9°C em Aimorés, enquanto em Viçosa a previsão é de até 27,3°C. As mínimas devem variar entre 22°C, em Aimorés, e 17,9°C, em Viçosa.
Em Serro, Alto Rio Doce e Rio Esperança, a média prevista fica entre 20°C e 22,5°C. Em municípios como Santa Maria do Suaçuí, Guanhães, Conceição do Mato Dentro, Caratinga, Ipatinga, Itabira, Ponte Nova, Manhuaçu, Mariana, Ouro Preto e Viçosa, a previsão é de médias entre 22,5°C e 25°C.
Em Governador Valadares, Belo Oriente e Aimorés, os termômetros devem registrar médias entre 25°C e 27,5°C. Em Galiléia e Resplendor, na porção leste da bacia, a temperatura média pode alcançar a faixa de 27,5°C a 30°C.
No Parque Estadual do Rio Doce, a maior parte do território deve apresentar temperaturas médias entre 22,5°C e 25°C; na extremidade norte da unidade de conservação, a previsão é de 25°C a 27,5°C.
O aumento das chuvas em novembro é característico da transição entre o período seco e o chuvoso em Minas Gerais. Entre os principais fenômenos que contribuem para as chuvas estão as frentes frias, as frentes estacionárias, as linhas de instabilidade e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
O Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) e as massas de ar polar podem dificultar a ocorrência de precipitações, favorecendo a descida de ar mais seco e reduzindo a formação de nuvens. Quando esses sistemas permanecem atuando por períodos prolongados, podem provocar bloqueios atmosféricos e ondas de calor, além de prejudicar atividades agrícolas e o abastecimento de água.
A distribuição das chuvas também depende de características naturais de cada região, como localização geográfica, altitude e relevo.