Governador Valadares voltou a realizar transplantes de córnea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) após mais de dez anos. O procedimento foi feito na segunda-feira, 29 de setembro, na Clínica Bom Samaritano, mantida pela Beneficência Social Bom Samaritano (BSBS), em parceria com a Clínica Olinta Dutra.
O transplante foi possível graças ao novo credenciamento da instituição junto ao SUS, que permite que pacientes da região sejam atendidos sem precisar viajar para outras cidades ou estados. A cirurgia foi realizada pelo médico oftalmologista Maurício Dutra, utilizando uma córnea doada por uma criança de 9 anos, de Teófilo Otoni, encaminhada pelo MG Transplantes.
O primeiro paciente beneficiado
O morador de Valadares Agnaldo Amâncio Figueiredo, 47 anos, foi o primeiro paciente contemplado. Ele sofria de ceratocone desde os 14 anos e já havia perdido totalmente a visão, enxergando apenas vultos.
“Quando a córnea chegou, ele foi priorizado na fila e conseguimos realizar a cirurgia. Agora ele já consegue distinguir luz, cores e formas. É um novo começo para ele”, explicou Maurício Dutra.
Após o procedimento, o paciente passa por um longo acompanhamento, que inclui curativos nos primeiros dias, pontos de sustentação da córnea e revisões médicas frequentes. Seis meses depois, inicia-se a retirada dos pontos e os ajustes finais de grau para uso de óculos.
Durante uma das revisões, nesta quinta-feira (2), Agnaldo comemorou o resultado:
“Já estou vendo o doutor, vendo o pessoal que está fazendo a matéria. Agora é só alegria”, disse, ao lado da irmã, Ivana Amâncio, emocionada com a recuperação da visão do irmão.
A importância da doação
No Brasil, a doação de órgãos só pode ocorrer com autorização da família. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem em casa e manifestem claramente o desejo de serem doadoras.
Segundo o oftalmologista Maurício Dutra, a doação de córnea não exige compatibilidade, o que aumenta as chances de aproveitamento e reduz riscos de rejeição. Uma única doação pode beneficiar até duas pessoas.
O coordenador do MG Transplantes, Guido Moreira, destacou que o tempo médio de espera por uma córnea no Leste de Minas é de dois anos, contra quatro anos na região metropolitana de Belo Horizonte. “Quanto mais doações são feitas na região, menor o tempo de espera para os pacientes locais”, ressaltou.
Um marco para a saúde regional
Com o credenciamento, Governador Valadares passa a oferecer novamente transplantes de córnea pelo SUS, ampliando o acesso ao tratamento e reduzindo o sofrimento de pacientes que aguardam na fila.
“Este é apenas o começo. Nosso objetivo é transformar vidas por meio da doação e do transplante”, concluiu o médico Maurício Dutra.



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