O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu, na manhã de hoje (24), uma nota à imprensa em que afirma que acompanha, "com grave preocupação", a deflagração de operações militares da Rússia contra alvos no território da Ucrânia.
"O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil", diz a nota.
Os Acordos de Minsk, assinados em 2014 por representantes da Ucrânia, da Rússia, da República Popular de Donetsk (DNR) e da República Popular de Luhansk (LNR), tem como objetivo pôr fim à guerra no Leste da Ucrânia.
Ainda de acordo com a nota, "como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil permanece engajado nas discussões multilaterais com vistas a uma solução pacífica, em linha com a tradição diplomática brasileira e na defesa de soluções orientadas pela Carta das Nações Unidas e pelo direito internacional, sobretudo os princípios da não intervenção, da soberania e integridade territorial dos Estados e da solução pacífica das controvérsias".
O Exército russo confirmou, nas primeiras horas de hoje, o início dos bombardeios no território da Ucrânia, mas garantiu que os ataques têm apenas como alvo bases aéreas ucranianas e outras áreas militares, não zonas povoadas.
O presidente russo, Vladimir Putin, justificou a operação militar, afirmando que se destina a proteger civis de etnia russa em Donetsk e Luhansk, cuja independência ele reconheceu na segunda-feira.
Líderes europeus condenaram a ação russa. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, defendeu uma reunião de emergência dos líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), "o mais breve possível", para discutir a invasão militar da Ucrânia pela Rússia.
Já a ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, disse que Berlim e os aliados da Alemanha vão aplicar "sanções mais severas" contra a Rússia. Itália, Macedônia do Norte e República Tcheca condenaram também a operação militar contra a Ucrânia.
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