A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) lançou, nesta terça-feira (8/3), o Prêmio “Mulheres em Destaque na Ciência”. A premiação, conforme sinalizado pela Unimontes, foi pensada dentro do espírito de que pesquisa é, sim, coisa de mulher, que precisa ser reconhecida e valorizada.
Como parte das comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, a universidade também homenageou um grupo de pesquisadoras da instituição e assinou a portaria que institui a comissão organizadora do prêmio.

“Esta homenagem é muito significativa. É uma homenagem de respeito e reconhecimento às mulheres, que estão presentes na ciência e nas universidades. É um reconhecimento a todas as mulheres que ocupam posições de destaque e representatividade na sociedade, mas, também, àquelas que levam uma vida simples e são muito importantes em nossa convivência”, afirma o reitor Antonio Alvimar Souza. "A universidade tem uma importância muito significativa no reconhecimento ao papel da mulher", completa Antonio, que presidiu a solenidade ao lado da vice-reitora, professora Ilva Ruas de Abreu.
O professor Antonio Alvimar Souza enalteceu a importância da data. “Somente quem não se debruçou sobre os livros de História é que não se sensibiliza com esta data. Temos uma sociedade que ainda precisa fazer muito pelas mulheres. Nada melhor do que começar isso por uma instituição de educação superior. A Universidade tem uma importância muito significativa no reconhecimento ao papel da mulher”, enfatizou.
Diferencial
A vice-reitora Ilva Ruas de Abreu chama atenção para a luta pela igualdade e pelos direitos do sexo feminino. O lançamento do prêmio, para ela, é um diferencial.
“Ao instituir este prêmio, acreditamos que as questões de gênero na ciência devem ser superadas. A presença e a valorização das mulheres na pesquisa são fundamentais no momento político atual. As mulheres são mais da metade das cientistas brasileiras, mas elas ainda estão à margem dos espaços de poder no campo associativo e de gestão da ciência”, observa.

Segundo Ilva, a data 8 de março sempre foi um dia de luta. "E nós, mulheres, professoras e pesquisadoras nas universidades, estamos juntas nas diversas batalhas, por mais valorização da ciência, mais cursos de pós-graduação e bolsas de iniciação científica, que são fundamentais para a formação de novas gerações de cientistas no Brasil”, completa.
A vice-reitora enfatiza, ainda, que “a igualdade de gênero em qualquer setor econômico e, particularmente, na ciência, passa necessariamente por um jeito diferente de educar nossa sociedade – não só elas, mas também eles. Ciência é coisa de mulhe,r sim. Nós, mulheres, professoras, cientistas, mães, educadoras, precisamos mostrar esses valores, demonstrar que, movidas pela coragem e pela perseverança, as mulheres conseguiram romper um universo rigidamente masculino”, destaca.
Proposta
Os objetivos da premiação foram apresentados pela pró-reitora da Pesquisa da Unimontes, professora Clarice Corsato.
A comissão de criação do prêmio será formada por seis docentes da universidade, representando cada uma das áreas de conhecimento: Adelica Aparecida Xavier (Ciências Agrárias), Mariléia Chaves Andrade (Ciências da Saúde), Patrícia Takaki Neves (Exatas), Bárbara Figueiredo Souto (Ciências Humanas), Wagner de Paulo Santiago (Ciências Sociais Aplicadas) e Dario Alves de Oliveira (Biológicas). Eles serão os responsáveis pela elaboração dos editais e pela definição dos critérios de avaliação da premiação.
O evento contou também com a participação do pró-reitor adjunto de Pesquisa, professor Rafael de Moura.

Homenagem
Durante o evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher na Unimontes, foram prestadas homenagens às professoras pesquisadoras da universidade, representadas pelas bolsistas de produtividade do Conselho Nacional do Desenvolvimento e Tecnológico (CNPq).
As homenageadas foram as professoras pesquisadoras Yule Roberta Nunes e Maria Olívia Simões, ambas do Departamento de Ciências Biológicas; Andréa Eleutério Martins e Desirée Haikal, do Departamento de Odontologia; Marise Silveira, do Departamento de Ciências Exatas; e Cláudia Maia, do Departamento de História.
A palestra virtual "As Mulheres na ciência: desafios e perspectivas por meio de uma trajetória de sucesso” fechou a programação. O tema foi apresentado pela pesquisadora Vanessa de Castro, brasileira que integra a equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), com sede na Áustria. Ela é uma das referências mundiais no desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos tratamentos fitossanitários (com fins quarentenários) a partir da irradiação, frio e calor junto aos Laboratórios da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da própria IAEA.
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